O Secretariado Técnico de Segurança Alimentar e Nutricional (SETSAN) de Moçambique revelou que 79% das crianças com idades compreendidas entre os zero e os cinco anos estão em risco de morte devido à desnutrição crónica e aguda.
Judite Mussacula, secretária executiva do SETSAN, proferiu estas declarações na quarta-feira, durante a Reunião Anual sobre Nutrição e Segurança Alimentar. Mussacula enfatizou o aumento dos níveis de desnutrição crónica no país, um fenómeno que gera preocupações em relação aos esforços para mitigar esta crise.
A região centro de Moçambique apresenta o maior número de casos, sendo as províncias de Sofala, Zambézia e Nampula as mais afectadas, com mais de 35% de casos de desnutrição crónica e aguda.
Mussacula elucidou que uma criança afectada pela desnutrição não consegue alcançar o seu pleno potencial em termos de crescimento físico, mental e cognitivo. É por este motivo que, segundo a responsável, “o governo pretende reduzir os níveis de desnutrição crónica nos próximos cinco anos”.
A secretária executiva salientou ainda que a elevada incidência de desnutrição não só representa um custo significativo para o país, como também compromete a concretização de muitos dos compromissos de desenvolvimento socioeconómico de Moçambique.













