Numa decisão que tem gerado amplo debate, um juiz federal negou, na passada quarta-feira, pela terceira vez o pedido de fiança apresentado por Sean “Diddy” Combs.
O juiz distrital dos EUA, Arun Subramanian, fundamentou a sua decisão na preocupação com o sério risco de adulteração de testemunhas e provas, enquanto o famoso músico aguarda o seu julgamento por alegações de tráfico sexual.
Na audiência de fiança realizada na semana anterior, os advogados do magnata do hip-hop argumentaram que a proposta de uma fiança no valor de 50 milhões de dólares seria suficiente para garantir que Combs não tentaria fugir nem intimidar possíveis testemunhas. Contudo, os procuradores contra-argumentaram, afirmando que o fundador da Bad Boy Records representa um perigo para a comunidade, como já tinha sido reconhecido por outros dois juízes em decisões anteriores.
Combs, de 55 anos, foi detido a 16 de Setembro em Nova Iorque, onde se declarou inocente das acusações de ter coagido e abusado de mulheres ao longo dos anos com a ajuda de associados e funcionários. As alegações contra o rapper são graves, incluindo acusações de chantagem, rapto, incêndio criminoso e violência física, um comportamento descrito por procuradores como violento e manipulador.
Recentemente, um juiz de um tribunal federal de recurso rejeitou também o pedido de libertação imediata de Combs, enquanto um painel de três juízes do 2.º Tribunal de Recurso do Circuito dos EUA, em Manhattan, avalia a questão da fiança.
Os procuradores insistem que nenhuma condição de fiança poderia garantir a segurança pública nem impedir a fuga do artista, que, mesmo detido numa prisão federal em Brooklyn, terá orquestrado campanhas nas redes sociais com o intuito de influenciar potenciais jurados e tentado divulgar materiais que acredita serem favoráveis ao seu caso.
Os advogados de Combs defendem que as alegações de abuso sexual referidas na acusação resultam de relações consensuais entre adultos e alegam que novas provas refutam as acusações de que Combs teria utilizado o seu “poder e prestígio” para coagir vítimas do sexo feminino a participarem em actos sexuais sob a influência de drogas.
















