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Israel é acusado por Gaza de barrar a entrada de 250 mil camiões com alimentos

Num recente comunicado divulgado na plataforma de redes sociais Telegram, o gabinete de imprensa das autoridades de Gaza denunciou que o exército israelita está a aplicar uma “política de fome” na região, especialmente na cidade de Jabalia, onde a ofensiva militar tem sido intensificada nas últimas três semanas.

As autoridades palestinianas afirmam que essa estratégia tem como alvo civis e crianças, impedindo a entrada de alimentos essenciais, como leite em pó e suplementos nutricionais.

Segundo a nota, esta situação é considerada um “crime contra a humanidade” e agrava-se com o fechamento, há 169 dias, da única passagem de Gaza, a de Rafah, que está a dificultar ainda mais a entrada de ajuda humanitária.

As autoridades expressaram “profunda perplexidade” face ao silêncio da comunidade internacional perante o que descrevem como uma “catástrofe humanitária” que pode levar à morte de milhares de palestinianos.

“As acções do exército israelita, apoiadas por Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França e outros países, tornam-nos totalmente responsáveis pelo crime de fome que atinge civis”, afirmaram, apelando à implementação de uma “pressão real” sobre Israel para que cesse estas acções, especialmente no norte da Faixa de Gaza.

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Em resposta, o movimento Hamas emitiu um comunicado exigindo que a comunidade internacional tome medidas imediatas para pôr fim às deslocações forçadas e aos massacres perpetrados pelo exército israelita no norte da Faixa de Gaza.

O Hamas denunciou as operações militares como uma “violação flagrante” das leis internacionais e sublinhou que estas acções não seriam possíveis sem o silêncio e a inacção da comunidade internacional, bem como o comportamento cúmplice da administração norte-americana.

O exército israelita iniciou a sua ofensiva em Gaza a 7 de Outubro de 2023, após uma série de ataques que resultaram na morte de cerca de 1.200 pessoas e no sequestro de mais de 250 indivíduos. Desde então, os ataques israelitas resultaram na morte de mais de 42.700 palestinianos e mais de 100.000 feridos, além de provocar a morte de mais de 750 pessoas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.

A crescente crise humanitária em Gaza continua a gerar preocupações a nível internacional, enquanto as autoridades locais e organizações de direitos humanos apelam à comunidade internacional para intervirem de forma eficaz e urgente.

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