O reitor do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Juan Carlos Delphino, apresentou alegações graves contra a recente eleição presidencial na Venezuela, realizada a 28 de Julho, que resultou na reeleição de Nicolás Maduro.
Em comunicado divulgado na rede social X, na segunda-feira, Delphino destacou várias irregularidades no processo eleitoral.
Delphino expressou a sua profunda preocupação com a falta de transparência e a validade dos resultados apresentados. “Todos os acontecimentos antes, durante e depois das eleições presidenciais evidenciam a gravidade da falta de transparência e veracidade nos resultados divulgados”, afirmou Delphino. “Lamento profundamente que o resultado e o seu reconhecimento não representem os interesses de todos os venezuelanos, não resolvam as nossas diferenças e não promovam a unidade nacional. Em vez disso, perpetuam dúvidas tanto entre a maioria dos venezuelanos quanto na comunidade internacional sobre a legitimidade dos resultados.”
O reitor do CNE destacou várias falhas no processo eleitoral que, segundo ele, comprometeram a credibilidade da reeleição de Maduro. Entre as irregularidades citadas estão:
- Restrições na Votação no Exterior: Houve limitações significativas que prejudicaram a capacidade de votação dos venezuelanos residentes fora do país.
- Dificuldades nos Registos de Candidaturas: Problemas no processo de registo das candidaturas levantaram questões sobre a inclusão e exclusão de candidatos.
- Exclusão de Observadores Internacionais: A presença de alguns observadores internacionais foi restringida, o que comprometeu a supervisão externa do processo.
- Não Publicação das Atas Eleitorais: A falta de transparência na publicação das atas eleitorais também foi um ponto crítico levantado por Delphino.
Devido a essas irregularidades, Delphino informou que recusou o convite do presidente do CNE, Elvis Amoros, para comparecer à cerimónia de proclamação da vitória de Maduro.
Além disso, Delphino criticou a investigação realizada pelo Tribunal Superior de Justiça (TSJ), que ratificou a vitória de Maduro na última quinta-feira (22).
Segundo ele, a apuração deveria ter sido conduzida pelo próprio órgão eleitoral, com uma auditoria imparcial dos dados eleitorais para garantir a integridade do processo.















