Um ataque aéreo israelita realizado na cidade de Gaza provocou a morte de pelo menos 90 pessoas numa escola que servia de abrigo para palestinianos deslocados.
A informação foi confirmada pela Protecção Civil da Faixa de Gaza, controlada pelo movimento Hamas, que relatou que o ataque ocorreu na escola Al-Tabai’een, localizada no sector Al-Sahaba.
De acordo com Mahmoud Basal, porta-voz da Protecção Civil, o número de vítimas mortais poderá ainda aumentar, visto que há dezenas de feridos em estado grave. Inicialmente, Basal havia comunicado, através da plataforma Telegram, a morte de 40 pessoas, mas o número foi revisto para cima após uma avaliação mais detalhada dos danos causados.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) confirmaram o ataque, afirmando que o alvo era um centro de comando e controlo do Hamas, que estaria a operar dentro das instalações da escola.
Segundo as IDF, o local era utilizado como esconderijo por terroristas e comandantes do Hamas, a partir do qual eram planeados ataques contra as forças israelitas.
Informações divulgadas pela imprensa controlada pelo Hamas indicam que a escola albergava cerca de 250 pessoas deslocadas, entre as quais muitas mulheres e crianças.
As autoridades do Hamas, que classificaram o ataque como um “massacre”, afirmam que desde o início do conflito, o Exército israelita já destruiu 172 abrigos em Gaza, causando a morte de mais de 1.040 pessoas, incluindo centenas em escolas.
Este ataque ocorre no contexto da escalada de violência que iniciou a 7 de Outubro de 2023, quando o Hamas lançou um ataque surpresa contra o sul de Israel, resultando na morte de mais de 1.140 pessoas, a maioria civis.
Em retaliação, Israel declarou guerra ao Hamas, intensificando os bombardeamentos a várias infraestruturas do grupo em Gaza e impondo um cerco total ao território, cortando o abastecimento de água, combustível e electricidade.
Até ao momento, cerca de 240 pessoas foram sequestradas e levadas para Gaza, com algumas tendo sido libertas durante uma trégua no final de Novembro. No entanto, 132 reféns continuam detidos, e 28 terão morrido durante o cativeiro.















