Um grupo de ex-presidentes latino-americanos, que se dirigia à Venezuela com a intenção de observar as eleições, foi impedido de embarcar no país na sexta-feira, por ordens do regime de Nicolás Maduro.
A aeronave da Copa Airlines, que transportava os ex-presidentes Tuto Quiroga, da Bolívia; Mireya Moscoso, do Panamá; e Vicente Fox, do México, teve que regressar ao aeroporto de Tocumen, no Panamá, onde foram forçados a desembarcar. O presidente panamenho, José Raúl Mulino, confirmou que o voo foi bloqueado enquanto os ex-líderes políticos permaneciam a bordo.
Javier Martínez-Acha Vásquez, chanceler panamenho, corroborou que o avião foi impedido de seguir para a capital venezuelana, Caracas. Uma ex-senadora colombiana presente no voo relatou que três outros aviões da mesma companhia, transportando aproximadamente 450 passageiros, incluindo eleitores venezuelanos, também foram impedidos de decolar até que as autoridades venezuelanas desocupassem a aeronave destinada a Caracas.
Marta Lúcia, que estava no voo, postou no X (antigo Twitter): “Fomos retirados do voo da Copa [Airlines] em que viajávamos para Caracas com Mireya Moscoso, Vicente Fox, Tuto Quiroga e Eduardo Quiros, por ordem do governo venezuelano. Apesar da tristeza por não podermos cumprir o nosso objectivo de chegar a Caracas, decidimos descer com responsabilidade para não prejudicar a tripulação dos três voos, nem a companhia aérea. Isso demonstra claramente que a ditadura pretende cercar-se apenas dos seus aliados para o 28 de Julho.”
Até o momento, o governo de Nicolás Maduro não comentou o incidente, e a companhia aérea responsável pelo voo também não se manifestou sobre o ocorrido com a delegação de ex-líderes latino-americanos.















