Na sequência de uma operação de resgate conduzida pelas forças israelitas para libertar quatro reféns raptados pelo Hamas, ocorreu uma tragédia no campo de refugiados de al-Nuseirat, em Gaza.
Durante o raide, pelo menos 274 palestinianos morreram e mais de 600 ficaram feridos, a maioria dos quais eram civis. O ataque também vitimou 64 crianças.
A operação, que foi meticulosamente planeada durante semanas, visava resgatar os reféns Noa Argamani, Almog Mei Jan, Andrey Kozlov e Shlomi Ziv. As forças especiais israelitas construíram uma réplica dos edifícios onde os cativos estavam detidos, e a incursão ocorreu em plena luz do dia para surpreender os sequestradores. No entanto, o uso esmagador da força resultou em um elevado número de vítimas.
Testemunhas descreveram a cena como um “verdadeiro inferno na terra”, com corpos desfeitos no chão. O chefe da diplomacia da União Europeia, Josep Borrell, denunciou o ocorrido como um “massacre” de civis em Gaza. O director de ajuda humanitária da ONU, Martin Griffiths, também expressou consternação diante da tragédia.
Além das vítimas civis, três outros reféns que estavam na mesma área também morreram devido aos bombardeamentos, segundo alegações do Hamas. A operação de resgate, que deveria trazer alívio, resultou em uma catástrofe humanitária que atraiu condenação global.















