Sociedade Falta de transparência na operação contra lavagem de dinheiro em Moçambique

Falta de transparência na operação contra lavagem de dinheiro em Moçambique

A operação “Stop Lavagem de Capitais” resultou em várias buscas a residências e estabelecimentos comerciais em Maputo, Matola, Nampula e Nacala.

No entanto, analistas políticos moçambicanos expressaram duras críticas ao comunicado da Procuradoria-Geral da República (PGR) relativo à instauração de processos contra 40 indivíduos acusados de lavagem de dinheiro e à apreensão de 330 milhões de dólares.

As críticas centram-se na falta de transparência, uma vez que o comunicado não revela os nomes dos envolvidos nem especifica onde estão localizados os bens apreendidos.

Uma fonte policial revelou que o empresário Gulam Hassan, pai de Nuro Gulam, procurado por alegado tráfico internacional de droga, foi detido em Nacala, província de Nampula, no âmbito desta operação levada a cabo pelo Ministério Público (MP). O comunicado do MP indica que o modus operandi dos acusados envolvia a criação de empresas de fachada usadas para exportar capitais de origem ilícita ou desconhecida.

O jornalista e analista político Luís Nhachote criticou o comunicado, considerando-o uma tentativa de vangloriar uma pretensa vitória que não reflete um verdadeiro combate ao crime organizado. Nhachote afirmou que “um combate eficaz contra o crime organizado não se faz com comunicados; é essencial ver pessoas julgadas e efectivamente condenadas”.

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Por outro lado, Rui Mate, também analista político, reconheceu que as apreensões mostram algum esforço por parte do MP, mas criticou a falta de transparência, sublinhando que “não se diz quem são as pessoas nem onde se encontram os bens apreendidos”.

Egidio Plácido, outro analista político, destacou a necessidade de Moçambique limpar a sua imagem a nível internacional, pois o país é frequentemente apontado como um local onde o crime organizado, incluindo o narcotráfico, atinge níveis elevados.

Em suma, apesar das acções tomadas na operação “Stop Lavagem de Capitais”, a falta de clareza e transparência na comunicação das autoridades levanta preocupações sobre a eficácia e a seriedade no combate ao crime organizado em Moçambique.

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