O Centro de Integridade Pública (CIP), uma organização da sociedade civil dedicada à fiscalização da governação, revelou que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) acumula uma dívida de 3.4 mil milhões de meticais aos fornecedores de serviços.
Este montante, equivalente a 54 milhões de dólares americanos, refere-se a pagamentos em atraso desde o ano passado.
Deste valor total, 505 milhões de meticais correspondem a dívidas relacionadas com as eleições autárquicas do ano passado. Esta informação foi divulgada pouco tempo após o presidente da CNE, Carlos Matsinhe, ter admitido publicamente que os fornecedores de material eleitoral se recusavam a prestar serviços devido às dívidas acumuladas, o que comprometia a organização das eleições gerais previstas para 9 de Outubro próximo.
Num documento divulgado à imprensa, o CIP detalha que a dívida inclui não apenas os pagamentos em atraso a empresas que fornecem serviços eleitorais, mas também subsídios e ajudas de custo de membros dos órgãos eleitorais a nível provincial e distrital. “Incluem-se ainda as dívidas aos brigadistas envolvidos no recenseamento eleitoral”, especifica a nota do CIP.
Esta situação financeira complicada levanta preocupações sobre a capacidade da CNE de gerir eficazmente os próximos processos eleitorais, impactando negativamente a confiança dos prestadores de serviços e, potencialmente, a própria realização das eleições. A revelação do CIP sublinha a necessidade urgente de resolver estas pendências financeiras para garantir a transparência e eficiência dos processos eleitorais em Moçambique.
















