Destaque Posto policial vandalizado por populares em Manhiça

Posto policial vandalizado por populares em Manhiça

Na última segunda-feira, a população da localidade de Maciana, no Município de Manhiça, Província de Maputo, protagonizou um episódio de violência que resultou na vandalização e incêndio do posto policial e do edifício da sede local. Catorze pessoas foram detidas e há registo de feridos.

A confusão iniciou quando um agente da Polícia da República de Moçambique (PRM), lotado na subunidade policial local, abandonou o seu posto para consumir bebidas alcoólicas com um amigo civil. Após a ingestão de álcool, o agente e o seu amigo realizaram patrulhas ilegais.

Durante essa incursão, abordaram um cidadão na madrugada, ordenando que parasse. O cidadão, temendo pela sua segurança, fugiu e informou os seus familiares sobre a situação, encontrando-se com o agente e o seu amigo mais tarde. Com a chegada da comunidade, o agente e o seu comparsa fugiram para a esquadra.

A população dirigiu-se então à esquadra, exigindo que o agente e o seu amigo fossem entregues para que a justiça fosse feita pelas próprias mãos. Com a recusa dos restantes agentes da PRM, a situação escalou para a violência, resultando no incêndio do posto policial, da sede local e de uma viatura da PRM.

Rodrigues Chabana, chefe do Departamento de Relações Públicas do comando provincial da PRM em Maputo, informou que foi criada uma comissão de inquérito para investigar o incidente. O agente que abandonou o posto e foi consumir bebidas alcoólicas poderá ser responsabilizado. Até ao momento, catorze pessoas estão detidas, suspeitas de liderarem a agitação.

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A sede da localidade e o posto policial de Maciana estão agora encerrados e inoperacionais. Embora a vida tenha retomado uma aparente normalidade, o medo persiste entre os habitantes devido à forte presença policial.

Este incidente surge num contexto de violência recente em Manhiça, onde sete pessoas, incluindo três agentes da polícia, foram enterradas vivas pela população sob acusações de roubo de gado. As vítimas foram torturadas e enterradas vivas, acusadas de pertencerem a um grupo de ladrões de gado. Na altura, uma equipa de investigação foi destacada pela polícia, mas três agentes foram igualmente torturados e enterrados vivos pela população.

A polícia moçambicana viu-se obrigada a reforçar o seu contingente na região, enquanto várias pessoas protestaram no posto policial local, exigindo a libertação de membros da comunidade detidos após os incidentes.

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