Destaque INAMI desmente registo de empresas ligadas a acusados de golpe no Congo

INAMI desmente registo de empresas ligadas a acusados de golpe no Congo

O Instituto Nacional de Minas (INAMI) anunciou que não há registo das empresas Bantu Company, CCB Mining Solution e Global Solution Moçambique LDA no seu sistema de cadastro mineiro. Estas empresas foram alegadamente associadas a indivíduos envolvidos numa tentativa de golpe de estado na República Democrática do Congo.

De acordo com um comunicado emitido pelo INAMI, a base de dados da entidade não contém qualquer registo das mencionadas empresas. “Não há nenhuma empresa registada com os nomes Bantu Company, CCB Mining Solution e Global Solution Moçambique LDA”, refere a nota.

Os nomes dessas empresas não aparecem na base de dados do cadastro mineiro do país, o que significa que não possuem licenças minerais, não submeteram pedidos de licenças ao INAMI, e não estão registadas como operadores minerais junto da Direcção Nacional de Geologia e Minas do Ministério dos Recursos Minerais e Energia.

O INAMI reconhece que os sócios Christian Musumari Malanga, Cole Patrick Ducey e Benjamin Ruben Zelman Polun possuem empresas registadas em Moçambique, mas estas não pertencem ao sector mineiro. “Das diligências feitas junto às autoridades competentes para o registo de entidades legais no país, verificamos que as referidas empresas estão registadas em Moçambique, mas não são operadoras minerais”, clarifica o comunicado.

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O INAMI acrescenta que a sua competência inclui receber, preparar e organizar os processos relativos à atribuição de títulos mineiros, conforme a Lei 20/2024 de 18 de Agosto, Lei de Minas.

Entretanto, um vídeo publicado na rede social de Marcel Malanga, filho do empresário Christian Malanga, também detido pelas autoridades congolesas por participação na tentativa de golpe de estado, mostra uma mina de extracção de ouro localizada numa das províncias do Congo.

No vídeo, acessível pela redacção do jornal “O País”, é possível observar os processos de produção do ouro. Marcel Malanga comenta: “Estes sacos estão cheios de ouro. Depois da queima, colocamos o ouro nos sacos, onde fica à espera do processo”.

Desde domingo, tem havido debates nacional e internacionalmente sobre a possibilidade de o grupo envolvido na tentativa de golpe estar ligado a individualidades moçambicanas, bem como aos governos moçambicano, norte-americano e ruandês.

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