O ex-ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, poderá solicitar apoio da Embaixada de Moçambique nos Estados Unidos da América (EUA) para reforçar a sua defesa no julgamento marcado para o próximo dia 29 de julho.
Embora conte com os serviços do escritório de advogados Ford O’Brien Landy LLP, Chang poderá optar por solicitar assistência das autoridades nacionais nos EUA, uma vez que o Governo moçambicano, através da Procuradoria-Geral, não está envolvido no processo para fornecer ajuda na sua defesa.
Chang encontra-se detido em Nova Iorque desde julho do ano passado, após ter sido extraditado da África do Sul. As autoridades americanas acusam Chang de conspiração para cometer fraude eletrónica, em valores mobiliários e branqueamento de capitais.
O ex-governante nega todas as acusações e argumenta que o projeto do Sistema Integrado de Monitorização e Proteção (SIMP) do espaço marítimo moçambicano, que resultou nas dívidas ocultas, não foi concebido pelo Governo moçambicano nem destinado a proteger o espaço marítimo nacional. Para os norte-americanos, o SIMP é um projeto de fachada criado pelos réus e co-conspiradores para lucrar.
Segundo as autoridades americanas e conforme consta da acusação, Chang fez parte do esquema que defraudou investidores norte-americanos, utilizando o sistema financeiro dos EUA para receber subornos e comissões. Alega-se ainda que Chang lavou dinheiro proveniente do crime, utilizando o sistema financeiro dos EUA, através de transações bancárias neste país, incluindo pelo menos cinco milhões de dólares.














