As vítimas das inundações na província de Maputo, sul de Moçambique, estão a pedir às autoridades competentes que atribuam espaços seguros para habitação.
Estas famílias ficaram desalojadas devido às fortes chuvas que atingiram a capital moçambicana e a província de Maputo nos últimos dias e agora encontram-se alojadas em centros transitórios.
De acordo com dados preliminares divulgados pelo Conselho Municipal da Cidade da Matola (CMCM), mais de 400 famílias foram desalojadas pelas inundações nesta autarquia, o que equivale a cerca de duas mil pessoas, num total de mais de quatro mil afetados.
Durante uma visita do governador da província de Maputo, Manuel Tule, a alguns desses centros transitórios nos municípios da Matola e Marracuene, as vítimas destacaram a insustentabilidade de permanecerem nesses locais devido às frequentes inundações.
Uma representante dos afetados, citada pela Rádio Moçambique, expressou a necessidade urgente de encontrar um lugar seguro para habitar, evitando assim os constantes transtornos causados pelas inundações: “O que queremos é que nos deem um lugar seguro porque estamos a sofrer com as cheias todos os anos. Essa é a minha inquietação e o meu grande objetivo é sair do lugar onde estou porque o local onde estou a dormir foi-me emprestado pelas casas vizinhas.”
Em resposta, o governador da província de Maputo assegurou que o governo está a trabalhar para identificar áreas seguras para o reassentamento das vítimas das inundações.
“Nós não podemos anualmente regressar aos mesmos locais e tratar de questões semelhantes com as mesmas pessoas. Estamos a dialogar com as comunidades, estamos a disponibilizar terrenos, estamos a oferecer espaços em zonas seguras para as pessoas construírem as suas casas”, afirmou o governante.
Essas ações ocorrem no contexto dos esforços em curso para o reassentamento das vítimas das inundações, provocadas pelas recentes chuvas que atingiram a região desde a madrugada de domingo (24), resultando numa precipitação de 150 milímetros em 24 horas, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia.















