Destaque RDC tenta bloquear o apoio ao M23

RDC tenta bloquear o apoio ao M23

Presidente da República Democrática do Congo (RDC) pede aos EUA que “pressionem o Ruanda” a “acabar com todo o apoio” ao grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23), que tem controlado várias cidades no Kivu do Norte

Félix Tshisekedi, que foi recebido, na quarta-feira, pelo seu homólogo norte-americano, Joe Biden, na Casa Branca, denunciou “as agressões do grupo terrorista M23 e do Ruanda” e apelou ao “estrito respeito pelas decisões da Cimeira de Luanda”, entre elas o cessar-fogo e a retirada dos rebeldes da área.

Nesse sentido, Tshisekedi pediu a Biden “um envolvimento firme dos Estados Unidos” para “pressionar” Kigali, ao mesmo tempo que agradeceu ao Presidente norte-americano “pelas recentes declarações de Washington a este respeito”, segundo indicou a Presidência congolesa na rede social Twitter.

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, apelou na semana passada ao Ruanda “para honrar os seus compromissos em Luanda, incluindo o fim do apoio ao M23”, com Kigali a criticar a posição “errónea e equivocada” da comunidade internacional face ao conflito no leste da RDC.

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Rwanda

Por sua vez, o Presidente ruandês, Paul Kagamé, sublinhou que o problema da insegurança no leste da RDC “não é um problema do Ruanda”, antes de afirmar que “existem mais de uma centena de grupos armados no país e apenas se menciona o M23”.

Kagamé enfatizou que os problemas relacionados à insegurança no país vizinho, num momento de plenas tensões bilaterais, segundo a agência de notícias ruandesa RBA.

As relações entre a República Democrática do Congo e o Ruanda estão em crise desde a chegada em massa ao leste da RDC de hutus ruandeses acusados de massacrar tutsis durante o genocídio ruandês de 1994.

Kinshasa acusa Kigali de apoiar o M23, enquanto Ruanda afirma que a RDC apoia as Forças Democráticas para o Libertação do Ruanda (FDLR).

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