O Ministério da Justiça do Brasil autorizou que a Força Nacional colabore nas acções de segurança da posse do Presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, marcada para domingo.
Embora a segurança neste tipo de evento seja sempre primordial, para a equipa de Lula da Silva o tema adquiriu ainda mais importância após a sua vitória nas eleições, em Outubro, perante manifestações e bloqueios nas estradas e portas de quartéis promovidos por apoiantes do Presidente cessante, Jair Bolsonaro, que pedem aos militares que realizem um golpe para o manter no poder.
Agentes da Força Nacional deverão apoiar a Polícia Rodoviária Federal no trabalho de escolta e poderão circular pelas ruas de Brasília a partir de hoje até segunda-feira, um dia após a posse de Lula da Silva.
A equipa de segurança do futuro Presidente brasileiro considera que ele não deve circular pelas ruas da capital num veículo descapotável, mas Lula da Silva não é muito favorável a fazer o trajecto fechado num carro blindado, segundo afirmaram fontes próximas.
Para a cerimónia de posse, em que vão estar presentes dezenas de Chefes de Estado e de Governo, está prevista uma mobilização de cerca de 8.000 agentes. A Força Nacional é formada por diferentes órgãos dos diferentes estados brasileiros e coordenada pelo Ministério da Justiça, que autoriza o seu uso em ocasiões específicas a pedido dos próprios governos locais.
A equipa de Lula da Silva pediu ao Governo Federal de Brasília o encerramento da Esplanada dos Ministérios, onde fica a Praça dos Três Poderes, que abriga as sedes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário, a partir de sexta-feira, para poder vasculhar a área em busca de explosivos.
O processo, que recebeu sinal verde, foi aberto depois de a Polícia ter impedido um possível ataque com bomba perto do aeroporto de Brasília, no fim-de-semana passado.
















