Um tribunal do Botsuana emitiu um mandato de prisão contra o ex-presidente Ian Khama por suposta posse ilegal de armas, entre outras acusações, embora o ex-presidente esteja em exílio autoimposto na África do Sul desde 2021.
Ian Khama foi inicialmente acusado em abril à revelia, juntamente o antigo chefe dos serviços secretos Isaac Kgosi, o antigo comissário da polícia Keabetswe Makgophe e o vice-secretário permanente da polícia Bruno Paledi, segundo o jornal The Monitor.
Khama enfrenta 14 acusações que vão desde a posse ilegal de uma arma de fogo até à recepção de bens roubados e lavagem de dinheiro, no entanto, o mandado diz respeito apenas à acusão por posse ilegal de armas.
O Ministério Público do Botswana solicitou a extradição de Khama para enfrentar as acusações contra ele, mas os esforços foram infrutíferos. O antigo presidente disse que aceitaria este pedido para “ter a oportunidade de expor as mentiras do Presidente, Mokgweetsi Masisi” contra ele.
As acusações de posse ilegal de armas têm pena até dez anos de prisão no país africano. Khama, filho do primeiro presidente do Botsuana após a independência, Seretse Khama, mudou-se para a África do Sul em novembro de 2021, embora tenha garantido que não foge à justiça, negando ter pedido asilo ou fugido de alegadas perseguições pelo seu sucessor, Mokgweetsi Masisi.
O ex-presidente disse aos jornalistas que Masisi estava a utilizar instituições estatais para o atacar desde a sua queda em 2019.















