O número de mortos nos atentados com carros-bomba na capital da Somália, Mogadíscio, subiu para 120, sendo que o valor pode ainda aumentar, já que algumas pessoas estão desaparecidas, disse ontem o ministro da Saúde.
Segundo a Efe, Ali Haji afirmou que, além do número de mortos, mais de 320 pessoas ficaram feridas nas explosões, que ocorreram num cruzamento movimentado, em Mogadíscio, e mais de 150 delas ainda estão a ser tratadas em hospitais.
O ataque de sábado, com dois carros-bomba, perto de edifícios-chave do Governo, foi reivindicado pelo grupo extremista Al-Shabab, que afirmou ter como alvo o Ministério da Educação, acusando a instituição de afastar a juventude do Islão.
Este foi considerado o ataque mais mortal da Somália, desde que um atentado com um camião-bomba no mesmo local matou mais de 500 pessoas, há cinco anos.
O ataque foi perpetrado pelo mesmo grupo de rebeldes, Al-Shebab, um braço da Al-Qaeda.
Ainda não foi esclarecido como é que veículos carregados com explosivos passaram por uma cidade cheia de postos de controlo e constantemente em alerta para ataques. O Governo da Somália, sob direcção do recém-eleito Presidente Hassan Sheikh Mohamud, tem estado envolvido numa nova ofensiva contra o Al-Shebab, incluindo esforços para fechar a sua rede financeira. O Governo afirmou que a luta vai continuar.
Em comunicado, Moussa Faki Mahamat, presidente da Comissão da União Africana, reiterou, no domingo, o apelo à comunidade internacional para que redobre o empenho para “garantir um sólido apoio às instituições da Somália na luta para derrotar os grupos terroristas” e reafirmou “a contínua determinação” da União Africana em “apoiar o Governo e o povo somalis, nos esforços para alcançar uma paz e uma segurança sustentáveis”.
Entretanto, o Conselho de Segurança das Nações Unidas renovou, ontem, por um ano, o mandato da Missão de Assistência da Organização na Somália (UNSOM), que foi assim prorrogado até 31 de Outubro de 2023. O projecto de resolução que renova a UNSOM obteve 14 votos a favor e apenas uma abstenção, da China, anunciou a Efe.
O projecto agora aprovado expressa grande preocupação com as ameaças contínuas à paz, segurança e estabilidade da Somália e da região onde integra, pela organização militar.
O Governo da Somália intensificou as operações contra o Al-Shebab nos últimos meses, obtendo vitórias significativas na expulsão do grupo de várias vilas e cidades nos estados de Hirshabelle e Galmudug.














