Internacional Estado Islâmico da África Ocidental reivindica ataque a prisão na Nigéria

Estado Islâmico da África Ocidental reivindica ataque a prisão na Nigéria

O grupo terrorista Estado Islâmico da África Ocidental (Iswap) assumiu a responsabilidade pelo ataque a uma prisão na capital da Nigéria, Abuja, que resultou na fuga de várias centenas de prisioneiros, incluindo de dezenas de membros do Boko Haram.

O grupo indicou, em comunicado, que o ataque faz parte da operação ‘Breaking the Walls’, lançada antes de sua ofensiva relâmpago, em 2014, no Iraque e na Síria, segundo o sítio Intelligence Group, agência especializada no controlo de grupos terroristas.

As autoridades nigerianas realçam que mais de 800 prisioneiros conseguiram escapar-se da prisão, na sequência do ataque, embora mais de 400 tenham sido capturados pouco depois pelas forças de segurança, conforme noticiado pelo jornal nigeriano ‘The Premium Times’.

O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, fez uma visita à área durante o dia, na quarta-feira, enquanto os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido lançaram alertas de segurança por causa da fuga dos reclusos.

A embaixada norte-americana em Abuja informou, numa nota no seu sítio oficial, que “um aumento da criminalidade é esperado em Abuja e nos arredores” e recomendou aos seus cidadãos que “mantenham um alto nível de consciencialização sobre a sua segurança pessoal durante as próximas duas semanas e evitem viagens desnecessárias na estrada do aeroporto”.

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Por seu lado, o Ministério das Relações Exteriores britânico actualizou o alerta para viagens, recomendando aos seus cidadãos “que sejam ainda mais vigilantes na área” após o ataque à prisão, que causou “a fuga de um número indeterminado de prisioneiros”.

O ataque ocorreu na última terça-feira e os terroristas usaram explosivos contra a prisão de Kuje, uma cidade perto da capital nigeriana, Abuja.

O Iswap surgiu como uma divisão de outro grupo terrorista, o Boko Haram, após o líder deste último, Abubakar Shekau, ter jurado fidelidade, em 2015, ao então líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al Baghdadi.

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