A NATO não está preparada para uma guerra com a Rússia, alertou esta quarta-feira um general britânico, em declarações citadas pelo ‘Independent’.
Os países da Aliança apoiaram a Ucrânia com armas e ajuda financeira desde o início da invasão da Rússia, mas tiveram o cuidado de evitar quaisquer ações que pudessem atraí-los para a guerra.
Richard Barrons, chefe do Comando de Forças Conjuntas de 2013-16, foi questionado numa audiência do comité de defesa parlamentar do Reino Unido, sobre até que ponto a NATO não teria outra opção a não ser lutar contra a Rússia.
Para o responsável a NATO “terá algo a fazer” se as forças russas puderem reverter a sua sorte e ameaçar partes maiores da Ucrânia do que estão a pensar na nova ofensiva no leste.
“Mas isso seria mais fácil se tivéssemos feito qualquer preparação para agir nessas circunstâncias com a velocidade necessária, e não o fizemos” sublinhou Richard Barrons.
O general disse ainda que a sua “preocupação geral ao responder a essa pergunta é o facto de que a principal razão pela qual desejamos evitar uma guerra entre a Rússia e a NATO é que esta última não está preparada. E deveríamos ter vergonha disso.”
Na cimeira da NATO em Madrid, em Junho, a prioridade deverá ser “repor o equilíbrio de poder com a Rússia” em termos de capacidade militar para que Moscovo “não pense que pode definir os termos do debate com a NATO”, defendeu.
Por mais que a construção de forças seja importante, é vital que essas forças e equipamentos militares sejam implementados nas áreas certas da NATO, de acordo com Barrons.
Tobias Ellwood, presidente do comité de defesa, perguntou ao general se o Reino Unido tinha os sistemas de defesa necessários para se proteger no caso de ataques russos. “Absolutamente não.”
“Eu não acho que muitas pessoas no Reino Unido tenham pensado nas consequências dos mísseis de cruzeiro russos que chegam a Londres … eles existem e nós simplesmente não temos meios para lidar com os mesmos”, retorquiu.
E se o Reino Unido fosse obrigado a defender outro país da NATO da Rússia – o exemplo dado foi com a Estónia – as suas forças seriam destruídas em “cerca de uma semana” pela força aérea russa, assegurou.














