Internacional João Lourenço diz que a oposição está “fragilizada”

João Lourenço diz que a oposição está “fragilizada”

O líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder em Angola, disse hoje que a oposição angolana está fragilizada, por isso recorre a “golpes baixos”, como mobilizar jovens para vandalizar bens públicos e privados.

“Eles estão fragilizados, estão a dar sinais evidentes de que estão fragilizados, quando alguém recorre a golpes baixos é porque está fragilizado, essa mobilização dos jovens radicais para o vandalismo é um golpe baixo”, disse João Lourenço, quando discursava na província do Cunene, onde lançou a pré-campanha eleitoral do MPLA, citado pela DW.

“Em vez de se preocuparem em conceber um bom programa de governação, preocuparem-se em disseminar o conteúdo desse mesmo programa, para que os eleitores o conheçam e o defendam, o que eles estão a fazer é tudo errado”, afirmou.

“O único programa de governação que eles têm é mobilizar alguns jovens radicais nas cidades, dar-lhes meia dúzia de tostões para irem comprar uma cerveja, se calhar algo mais droga do que isso, para cometerem atos de vandalismo, este é o programa de governação que, infelizmente, a nossa oposição tem”, complementou.

João Lourenço citou os atos de destruição de comités do MPLA em janeiro deste ano, em Luanda, na sequência de uma greve de taxistas, e mais recentemente no município de Sanza Pombo, na província do Uíge.

Segundo João Lourenço, o recurso da oposição a “uma simples comissão instaladora, que não está reconhecida como partido político, mas que age como tal, em desrespeito ao Estado” é igualmente sinal dessa fragilização da oposição.

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O presidente do MPLA referia-se ao projeto político PRA-JA Servir Angola, do político Abel Chivukuvuku, que não foi reconhecido pelo Tribunal Constitucional, integrando agora a plataforma política Frente Patriótica Unida (FPU), constituída pelos partidos União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e o Bloco Democrático (BD), criada para a alternância do poder nas eleições gerais prevista para a segunda quinzena de agosto deste ano.

Apesar das debilidades apresentadas pela posição, prosseguiu João Lourenço, o MPLA não pode ser triunfalista “ao ponto de dizer já está”, tendo aconselhado a que esta expressão fosse abandonada.

“Temos de nos preparar convenientemente, temos de trabalhar, continuar a trabalhar, quer os militantes do MPLA que estão no Executivo, quer os militantes no geral, os nossos amigos, os nossos simpatizantes, os angolanos no geral que acreditam no nosso projeto de governação, todos nós temos de nos preparar até ao último minuto”, disse.

João Lourenço disse que ainda que “como bons alunos” considera que o partido está suficientemente preparado para enfrentar as eleições, ou seja, “o júri, que é o povo soberano”.

“Mas, como todos nós sabemos, quando se aproxima um exame há aqueles alunos que ficam muito perturbados, muito inquietos, porque não se prepararam, então têm medo do júri, sabem que vão reprovar, porque ao longo do ano, quando deviam estar a estudar, faziam gazeta, não estudavam, faziam coisas feias, praticavam atos de banditismo e outras coisas e o professor não vai perguntar nada sobre banditismo, essa matéria não existe”, referiu.

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