Internacional OIM pediu 350 milhões para dar resposta à crise humanitária na Ucrânia

OIM pediu 350 milhões para dar resposta à crise humanitária na Ucrânia

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) pediu hoje ajuda monetária no valor de 350 milhões de dólares (320 milhões de euros) para apoiar as suas operações na resposta humanitária à situação na Ucrânia.

De acordo com a OIM, desde o início da ofensiva russa, mais de 1,25 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia, provocando “a maior crise humanitária que a Europa viu desde a Segunda Guerra Mundial”.

O organismo liderado pelo português António Vitorino explicou que o apelo visa as populações afetadas nas Ucrânia, Moldova, Roménia, Hungria, Eslováquia e Polónia. A OIM vai estabelecer um mecanismo de coordenação eficaz que facilite a comunicação entre si, cidadãos de países terceiros e consulados relevantes.

Serão ainda estabelecidos instrumentos de encaminhamento apropriados com organizações não governamentais (ONGs), governos e parceiros para ajudar até 20 mil cidadãos de países terceiros a viajar de forma segura e ordenada para os seus países de origem.

A OIM adiantou que também planeia apoiar as pessoas que ficaram sem abastecimento de água e infraestruturas de saneamento.

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A organização também vai fornecer uma ampla gama de serviços de saúde, incluindo consultas de cuidados de saúde primários, triagem e gestão de doenças transmissíveis, cuidados de saúde reprodutiva, materna, infantil e neonatal de emergência e encaminhamentos para unidades de saúde especializadas para populações deslocadas e com acesso restrito.

Além disso, a OIM vai providenciar orçamentos de recurso para prestação de assistência à segurança alimentar e apoiar os governos nacionais e parceiros em trânsito, monitorizando a entrega e o acesso a serviços e proteção às populações afetadas.

A entidade vai também realizar avaliações e rastreamento de mobilidade com o objetivo de facultar estimativas sobre a presença e o número de grupos populacionais afetados no país para compreender e lidar melhor com a crise humanitária.

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