Em comunicado, o diretor-geral da FAO disse que “as interrupções nas cadeias de produção e fornecimento e transporte de grãos e oleaginosas, e as restrições impostas às exportações da Rússia, terão repercussões significativas na segurança alimentar”.
Segundo referiu, “Egito, Turquia, Bangladesh e Irão, que são os maiores importadores de trigo, compram mais de 60% do seu trigo à Ucrânia e Rússia (…). Líbano, Tunísia, Iémen, Líbia e Paquistão também são fortemente dependentes desses dois países para o fornecimento de trigo”.
Se a redução das exportações da Ucrânia e da Rússia perdurarem, “o número global de pessoas subnutridas poderá aumentar de 8 a 13 milhões em 2022/2023”, estima a organização numa nota informativa publicada em paralelo.
As regiões mais afetadas seriam Ásia-Pacífico, África Subsaariana, Médio Oriente e Norte de África.
A organização internacional recomenda que os países continuem as trocas tanto quanto possível, a fim de “proteger as atividades de produção e comercialização destinadas a atender às procuras nacionais e mundiais”.