Ministro polaco acusa presidente russo de orquestrar crise migratória para pressionar a UE e a NATO.
A Polónia acusou diretamente o presidente russo, Vladimir Putin, de estar por detrás da crise migratória na sua fronteira com a Bielorrússia, que provocou uma subida acentuada da tensão no flanco leste da UE e da NATO. Como que a confirmar, Putin enviou esta quarta-feira dois bombardeiros nucleares para sobrevoar a Bielorrússia, num gesto simbólico de apoio ao seu aliado Alexander Lukashenko e de aviso ao Ocidente.
Desde segunda-feira que centenas de migrantes oriundos do Médio Oriente e África se encontram acampados junto à fronteira entre a Polónia e a Bielorrússia, impedidos de atravessar pelos guardas polacos e de recuar por dezenas de militares e polícias bielorrussos fortemente armados, que os conduziram até ali.
Durante a noite de terça-feira, vários grupos de refugiados tentaram forçar a vedação fronteiriça, mas foram detidos e empurrados para trás pelos guardas polacos. Muitos acusam os militares bielorrussos de os empurrarem para o outro lado da fronteira com agressões e tiros para o ar.
A Rússia acusa a União Europeia de ser responsável pela crise, por não cumprir a sua “obrigação humanitária” de acolher os refugiados. Já Bruxelas acusa o regime bielorrusso de usar os migrantes, incluindo crianças, como arma política para se vingar das sanções europeias. Enfrentamos um brutal ataque híbrido contra as nossas fronteiras. A Bielorrússia está a usar o sofrimento dos migrantes de forma cínica e chocante”, denunciou esta quarta-feira o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.















