A autoridade de Saúde da União Africana atacou, na quinta-feira (09), os líderes mundiais que não cumpriram suas promessas de compartilhar as vacinas contra a covid-19 com as populações mais pobres, enquanto a África enfrenta um ressurgimento da pandemia.
Em toda a África, onde se superou a marca de 200.000 mortos na terça-feira, o número de casos aumenta a um ritmo alarmante. Mais de 40 países vivem uma terceira onda, seis já estão combatendo uma quarta, enquanto a vida volta à normalidade em muitos países ricos graças às altas taxas de imunização.
Apenas 3,18% dos 1,3 bilhão de habitantes da África foram totalmente imunizados. Esses atrasos se devem à escassez de doses disponíveis, mas também à desconfiança de parte da população em relação às vacinas.
As principais potências do G7 se comprometeram em junho a compartilhar um bilhão de vacinas contra o coronavírus com os países em desenvolvimento, em vez das 130 milhões prometidas em fevereiro.
O plano do G7 também inclui compromissos para evitar futuras pandemias, como a redução dos prazos de desenvolvimento e certificação das vacinas, o fortalecimento da vigilância mundial e da Organização Mundial da Saúde (OMS).















