A organização exigiu o restabelecimento da ordem constitucional num prazo máximo de seis meses. E deixou claro que os líderes do golpe militar não podem concorrer às próximas eleições presidenciais.
A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) impôs na quinta-feira (16) sanções contra os líderes do golpe de Estado perpetrado no passado dia 5 na Guiné-Conacri e exigiu o regresso à ordem constitucional em seis meses.
“A transição deve ser muito curta. Os chefes de Estado da CEDEAO afirmaram claramente que a transição não deve durar mais de seis meses, por isso, em seis meses, devem ser realizadas eleições. Não haverá necessidade de uma transição longa, porque o país precisa de voltar à ordem constitucional”, disse à imprensa o presidente da Comissão da CEDEAO, Jean-Claude Kassi Brou.
O bloco de 15 países reafirmou o apoio da organização ao poder na Guiné-Conacri para regressar às mãos dos líderes civis. E deixou claro que os líderes do golpe militar não podem concorrer às próximas eleições presidenciais.
A cimeira de chefes de Estado reafirmou a sua exigência para a imediata libertação e sem quaisquer condições do Presidente deposto, Alpha Condé. A CEDEAO ameaça responsabilizar individual e coletivamente os membros do comando militar que assumiu o poder no país pela integridade física de Condé, de 83 anos.















