Os Estados Unidos têm 1.450 crianças hospitalizadas com covid-19, o maior número até agora registado desde o início da pandemia, anunciou o diretor dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), Francis Collins.
Numa entrevista ao programa “This Week” da cadeia de televisão ABC News, Collins defendeu que o país nunca deveria ter chegado ao ponto em que se encontra atualmente, com um ressurgimento de casos de coronavírus causados pela variante delta.
O responsável afirmou que os EUA estão a pagar “um preço terrível” pelo rápido aumento dos casos de infeção, especialmente entre as pessoas não vacinadas.
Francis Collins reconheceu que não há “dados rigorosos” disponíveis que indiquem que a variante Delta é mais grave para as crianças, mas disse estar atendo à preocupação dos pediatras, porque neste novo pico da doença “há um maior número de crianças hospitalizadas, mais gravemente doentes”.
Questionado sobre o início do próximo ano letivo, Collins apelou aos pais para que encarem as máscaras de rosto como um “dispositivo médico que salva vidas” e não como uma “declaração política ou uma invasão das suas liberdades”, e manifestou a crença de que a sua utilização impedirá surtos que forcem um regresso à aprendizagem à distância.
O presidente da Federação Americana de Professores (AFT), Randi Weingarten, afirmou em declarações ao programa da NBC News “Meet the Press” que 90% dos professores do sindicato foram vacinados e admitiu que a instituição pondera reconsiderar a decisão tomada em outubro sobre a vacinação voluntária dos seus membros.
“Creio que as circunstâncias mudaram e que a vacinação é uma responsabilidade comunitária”, afirmou, confessando estar “muito preocupado” com o facto de as crianças com menos de 12 anos de idade ainda não poderem ser vacinadas.
Weingarten reconheceu que existem “objeções religiosas e médicas significativas”, que admitiu serem importantes na definição da política de vacinas por parte do sindicato, e concedeu que a decisão pode passar pela sugestão do Presidente Joe Biden de permitir às pessoas escolherem entre as vacinas e testes regulares.
“Acredito que a combinação de vacinas e máscaras irá proteger os nossos filhos mais novos”, afirmou, mas observou que também é importante o trabalho com os pais.














