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Cabo Delgado: Polícia moçambicana pede mais meios para combater terrorismo

A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Cabo Delgado alertou pela falta de meios operativos para combater o crime na província, por ataques terroristas.

“A corporação funcionou com um ‘rácio’ de um polícia para 724 habitantes, em diversas actividades, sem meios operativos como viaturas, rádios de comunicação entre outros”, disse Vicente Dino Chicote, comandante da PRM em Cabo Delgado ao retratar a actividade do último ano.

A exposição foi feita ao governador de Cabo Delgado no âmbito das celebrações do 46.º aniversário da PRM.

“No dia-a-dia enfrentamos dificuldades de ordem financeira, material, falta de instalações para o funcionamento das subunidades” e “degradação acentuada das existentes, incluindo o comando provincial da PRM”, referiu.

O comandante realçou que as dificuldades acontecem numa altura em que a província enfrenta inúmeros desafios aliados a “incursões de terroristas que protagonizam assassinatos bárbaros a aldeões indefesos, emboscadas, e ataques a posições das Forças de Defesa e Segurança (FDS), destruindo infraestruturas públicas e privadas” e realizam “saques de bens”, o que “impede o curso normal da economia e da vida das comunidades”.

O comandante provincial repetiu aquele que tem sido um apelo constante das autoridades à população, para que mantenha “a vigilância e denuncie os terroristas que actuam no norte e centro da província” de Cabo Delgado.

Na saudação à PRM, o governador de Cabo Delgado, Valige Tauabo condenou a acção “movida por homens desprovidos de qualquer senso e sem lei, habitantes das matas que agem de forma sorrateira e desumana, perpetrando crimes macabros com crueldade. Para nós a sua acção é inaceitável, agravada pelo facto de não apresentarem rosto”.

“Têm usado como pretexto motivos religiosos para instrumentalizar jovens incautos a se revoltarem contra a ordem instituída sem qualquer razão lógica”, acrescentou Tauabo, exortando a PRM a encontrar o mais rápido possível os mandantes e os envolvidos nos crimes de “assassinato bárbaro da população indefesa, destruição de infraestrutura públicas e privadas e de posições” das FDS, “retardando a economia local e nacional”.

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