Uma família norte-americana acusada de vender uma lixívia industrial tóxica como cura para a covid-19 através da sua igreja, na Florida, vai responder em tribunal por três crimes federais que poderão resultar em prisão perpétua.
As quatro pessoas – Mark Grenon, de 62 anos, e os seus filhos, Jonathan, de 34 anos, Jordan, de 26, e Joseph, de 32, foram acusados de conspiração para cometer fraude e de dois crimes de desrespeito, cujo objetivo é comparável a acusações de má-fé.
Se for condenada, toda a família enfrenta possíveis sentenças de prisão perpétua.
Mark Grenon é o arcebispo da Igreja Génesis II da Saúde e da Cura, situada na Florida, onde vende dióxido de cloro (lixívia) como “Solução Mineral Milagrosa”, disseram as autoridades.
Os Grenon afirmam que a solução pode curar uma grande variedade de doenças, desde cancro até autismo, malária e covid-19 e, apesar de, em abril passado, um juiz federal de Miami ter ordenado à igreja que parasse de vender a substância, ignoraram a ordem e mantiveram o esquema.
Segundo o organismo regulador dos medicamentos nos Estados Unidos, o Food and Drug Administration, a solução vendida pelos Grenon constitui uma lixivia usada habitualmente para tratamento de têxteis, celulose e papel e a sua ingestão pode ser fatal.
O líder daquela Igreja foi detido em setembro passado, na Colômbia, por fabricar, promover e vender esta solução como cura para a covid-19 e outras doenças, sendo que, a fraude rendia-lhe 100 mil euros mensais.
A solução também chegou a ser vendida noutros países, incluindo Portugal, onde a sua venda não está proibida já que se trata de uma lixívia e, por isso, foge à jurisdição da autoridade nacional do medicamento, o Infarmed.















