Sociedade Beira: Morosidade na reflutuação de navios periga o ambiente

Beira: Morosidade na reflutuação de navios periga o ambiente

A demora na reflutuação de três navios de pesca que, no dia 23 de Janeiro último, afundaram no Porto de Pescas da Beira durante a passagem do ciclone tropical Eloise pode trazer avultados prejuízos ao meio ambiente.

O posicionamento foi manifestado pela secretária do Estado na província de Sofala, Stella Zeca, durante uma visita de trabalho àquele recinto portuário.

Para o efeito, a dirigente apelou à celeridade na retirada das embarcações daquele local de forma a prevenir uma eventual contaminação do mar que pode igualmente prejudicar os recursos marinhos.

“Neste momento, o importante é reflutuar as embarcações naufragadas para evitar até prejuízos nas operações de acesso ao Porto de Pescas da Beira”- defendeu Stella Zeca, questionada pelo nosso repórter sobre as medidas imediatas a serem tomadas pelo Governo para mitigar os efeitos daquele sinistro.

Depois disso, conforme adiantou, a operadora envolvida naquele acidente será responsabilizada pelos prejuízos que causou.

Por outro lado, Stella Zeca revelou que já foi retirada a rede de pesca não declarada que estava a bordo de uma das embarcações que foi descoberta pelas autoridades envolvidas no desencalhe dos navios.

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Entretanto, o director do Porto de Pescas da Beira, António Remédio, assegurou que já iniciou a retirada de aproximadamente 320 mil litros de gasóleo e óleo no maior dos três navios naufragados.

Lembre-se que o restantes dois, de menor dimensão, foram oficialmente declarados como não contendo combustível.

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