Um antigo guerrilheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) foi condenado a quase 29 anos de prisão pela participação no sequestro e homicídio de uma equipa de jornalistas do Equador.

Jesus Vargas, antigo elemento das FARC e que agora pertencia à Frente Oliver Sinisterra, foi condenado a 28 anos e oito meses de prisão pela participação no homicídio de uma equipa de jornalistas do El Comercio, que foi sequestrada em 26 de março de 2018 na fronteira entre a Colômbia e o Equador.

Javier Ortega, de 32 anos, editor deste órgão de comunicação social do Equador, Paul Rivas, de 45 anos, fotojornalista, e Efrain Segarra, de 60 anos, motorista, estiveram “sob a custódia” de Jesus Vargas, que na altura utilizava o pseudónimo “Reinel”, até o então responsável pelo grupo miliciano dissidente ordenar o homicídio, explicitou a Procuradoria colombiana.

Os corpos foram encontrados três meses depois do sequestro dentro de uma vala comum no lado colombiano da fronteira, na província de Nariño, uma das áreas com maior fluxo de narcotráfico no mundo.

Walther Arizala, então responsável pela Frente Oliver Sinisterra foi morto por militares colombianos em dezembro de 2018. Já Jesus Vargas, de 29 anos e detido desde julho de 2018, admitiu a responsabilidade pelo sequestro e pelos homicídios.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos exortou através de um relatório que as medidas tomadas pelo Equador para proteger a equipa de jornalistas que foi morta foram “insuficientes”.

Sem um comando unificado, os grupos dissidentes das FARC, que rejeitaram o acordo firmado em 2016, totalizam cerca de 2.500 milicianos, que são maioritariamente financiados pelo tráfico de droga e também pela mineração clandestina de ouro e outros minerais.