O Fundo Global para Educação em Emergências e Prolongadas Crises- a Educação Não Pode Esperar (ECW)-anunciou, quinta-feira (04), a alocação de um milhão de dólares (75 milhões de meticais) em resposta à escalada da crise em Cabo Delgado, para beneficiar crianças e jovens deslocados afectados pelo aumento da violência na província.
O novo subsídio, de 12 meses, baseia-se na resposta à Covid-19 da ECW e de alívio do impacto do ciclone Kenneth que em 2019 fustigou a província. O financiamento será usado em coordenação com o Governo e o Grupo de Educação, através da Save the Children, UNICEF e Plan International.
Espera-se que as intervenções criem oportunidades educacionais adequadas à idade para meninas e meninos afectados pela crise, apoiem espaços de aprendizagem seguros e inclusivos, expandam as opções de aprendizagem remota, forneçam materiais de aprendizagem, treino dos professores e aumentem a consciencialização para prevenir a exploração e o abuso sexual.
Para ajudar a prevenir a propagação da Covid-19, serão disponibilizados serviços de água e saneamento em escolas e centros de aprendizagem. A violência e a insegurança contínuas deslocaram mais de meio milhão de pessoas, incluindo 250 mil crianças, apenas nos últimos anos.
“Sem acesso a ambientes de aprendizagem seguros e protectores, as meninas enfrentam o risco de abuso sexual, gravidez precoce e casamento infantil, enquanto os meninos podem ser recrutados para grupos armados ou forçados a abandonar a escola para o trabalho infantil. A Declaração de Escolas Seguras é o compromisso global para garantir que todas as meninas e meninos no planeta tenham o direito a uma educação sem medo de violência ou ataque”, disse Yasmine Sherif, directora da Educação Não Pode Esperar, o Fundo Global para Educação em Emergências e Prolongadas Crises.
A província de Cabo Delgado tem experimentado desde 2017 violência armada em alguns distritos costeiros, forçando muitas pessoas a se refugiarem nos distritos de Mecúfi, Pemba, Metuge, Ancuabe, Chiúre, Namuno, Balama, Montepuez, Mueda, Nangade e Palma, cujas salas de aula já estavam superlotadas, segundo Florêncio Mbiquem, coordenador de Cooperação e Emergências da Direcção Provincial de Educação de Cabo Delgado.













