As obras de construção de um porto seco em Ressano Garcia, na província de Maputo, estão a 70% de execução, segundo a constatação do ministro dos Transportes e Comunicações, Janfar Abdulai, que na terça-feira (12), visitou a infra-estrutura com capacidade para armazenar 250 mil toneladas de ferro crómio por mês.

A visita guiada tinha como finalidade compreender o nível de execução das obras do futuro porto seco de Ressano Garcia, cujo objectivo é reduzir em 50% os 500 camiões que em média circulam diariamente pela Estrada Nacional número quatro (EN4) com minérios. As viaturas em alusão fazem o trajecto porto de Maputo-África do Sul e vice-versa.

Aos órgãos de comunicação social, o governante explicou que será construído, no porto seco de Ressano Garcia, “um terminal aduaneiro de mercadorias em trânsito, uma iniciativa muito boa na medida em que vai permitir a transferência da carga actualmente transportada por via rodoviária para a componente ferroviária”.

A entrar em vigor, a medida “vai permitir a redução da sinistralidade rodoviária”, uma vez que pelo menos metade dos camiões que circulam pela EN4 deixarão de usar esta via.

O porto seco de Ressano Garcia vai começar a manusear carga ainda neste semestre, segundo avançou Florbela Trancoso, responsável da logística daquele projecto, cujo proprietário é a empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique.

“Esperamos concluir as obras até meados de Fevereiro e até início de Março o terminal esteja operacional. Não estamos a dizer que vamos eliminar toda carga que circula na EN4, queremos diminuir em 50%. O estudo de impacto ambiental feito para esta área, numa fase inicial” contempla apenas o ferro crómio.

Refira-se que o ministro dos Transportes e Comunicações quando confrontado com o incumprimento das medidas de prevenção da COVID-19 no sector de transporte, em meio ao aumento de casos e óbitos, não respondeu.

Todavia, a vice-ministra, Manuela Rebelo, apontou a falta de transporte como a causa do problema. Falando em Pemba, a governante disse que a instituição que dirige tem estado a exigir a observância das recomendações da Saúde nos transportes para evitar a propagação da doença.