Moçambique acolhe, entre 17 e 20 deste mês, a cimeira extraordinária da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), um evento cujo objetivo principal é debater a violência armada em Cabo Delgado, anunciou o Presidente moçambicano.

“Esta cimeira vai debater, entre outras questões, a situação de segurança na SADC e em Moçambique”, declarou o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, citado ontem pelo diário Notícias.

Segundo Filipe Nyusi, que falava durante uma conferência de imprensa em Pemba na segunda-feira (11), peritos da SADC estarão reunidos no sábado na capital moçambicana (Maputo) para debater detalhes da cimeira.

A decisão de realizar uma cimeira extraordinária foi anunciada em 14 de dezembro, após uma reunião de consultas de alto nível da SADC realizada em Maputo, um encontro que, além do chefe de Estado moçambicano, contou com a presença dos presidentes Cyril Ramaphosa, da África do Sul, Mokgweetsi Masisi, do Botswana, e Emmerson Mnangagwa, do Zimbabué, bem como a vice-Presidente da Tanzânia, Samia Sulihu.

A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, começou há três anos e está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil deslocados, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.

Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.