O presidente da União Africana e da África do Sul Cyril Ramaphosa nomeou Chissano, a antiga presidente da Libéria Ellen Johnson e o antigo Presidente sul africano Kgalema Motlanthe.
Mas a sua missão advinha-se complicada porque logo após a sua nomeação o governo etíope disse não rer aceite qualquer mediação
O presidente da União Africana e da África do Sul Cyril Ramaphosa informou a sua homóloga etíope Sahle Work Zwede ter nomeado Chissano, a antiga presidente da Libéria Ellen Johnson e o antigo presidente sul africano Kgalema Motlanthe como enviados especiais da União Africana para facilitarem negociações entre as duas partes para se pôr termo ao conflito.
Work Zwefe avistou-se com o presidente Ramaphosa na África do Sul , disse um comunicado sul-africano
O Secretário Geral das Nações Unidas António Guterres emitiu uma declaração saudando a iniciativa de Ramaphosa e as nomeações e prometendo o apoio total da ONU nos esforços “para se assegurar uma Etiópia pacifica, estável e próspera”.
Guterres expressou também o seu apreço ao primeiro ministro etíope Abiy Ahmed “por facilitar esta iniciativa de paz” mas quase de imediato a Etiópia negou que os enviados irão mediar entre o governo e a região de Tigray afirmando que as notícias sobre uma mediação são falsas
“Notícias a circular afirmando que enviados irão deslocar-se à Etiópia para mediar entre o governo federal o elemento criminoso da TPLF (Frente Popular de Libertação de Tigray) são falsas”, disse o governo num tweet.
O primeiro ministro etíope acusa os lideres daquela região do norte do país de se revoltarem contra a autoridade federal e atacarem tropas federais na cidade de Dansha.
Os dirigentes rebeldes acusa o governo do primeiro ministro, que venceu o Prémio Nobel da Paz , de marginalizar e perseguir a etnia de Tigray desde que assumiu o poder faz dois anos.
Abyi Ahmed é da etnia Oromo e nega as acusações afirmando estar apenas a tentar restaurar a lei e ordem e preservar a unidade d país.
O exército etíope tem estado envolvido em combates contra forças locais na região de Tigray desde o passado dia 4. Centenas de pessoas já morreram no conflito e dezenas de milhares de outras fugiram para o Sudão.
O governo etíope disse hoje que as suas forças capturaram mais uma cidade no seu avanço em direcção à capital da região de Tigray.
A Frente Popular de Libertação de Tigray voltou a acusar a Eritreia de estar envolvida na guerra apoiando o governo etíope, afirmando que forças destes dois países infligiram “pesadas baixas entre a população civil em Adigar”.















