O advogado da defesa de Guebuza diz que há uma purga política no caso das Dívidas Ocultas de Moçambique. Chivale reage dias depois do Tribunal Superior de Justiça do Reino Unido, através da sua secção comercial, emitir um despacho em que cita o antigo Presidente da República, Armando Guebuza, como uma das oito personalidade moçambicanas com explicações a dar sobre o processo das chamadas Dívidas Ocultas.
VOA: Como seu advogado de defesa, que informações é que tem deste processo.
Alexandre Chivale (AC): Tudo o que nós sabemos sobre este facto de que faz referência é através das redes sociais. Desde sexta-feira (21) que temos visto a circular o documento e, da análise que fiz, sem muita perícia, parece-me ser um despacho sanador, ou despacho qualquer de um processo.
E, portanto, repito, o conhecimento que temos é por via das redes sociais e por aquilo que se tem dito nalguma imprensa, pelo menos desde segunda-feira. Mais do que isso, nem da Procuradoria-Geral da República, que é quem desencadeou este processo cível, tão pouco do Tribunal de Londres.
VOA: Efetivamente, o que é que se pretende com o despacho em causa?
AC: Isso teria que perguntar a sua excelência Procuradora-Geral da República. Ela é que sabe.É um processo que iniciou por ordens da nossa procuradoria.
Para dizer se é estranho ou não, era preciso perceber o que é que está em causa. Nós vimos analisando esse documento e, efetivamente, ele é citado com outras empresas e outras figuras, como terceiro na causa.
Erradamente, alguma imprensa, não diria erradamente, mas com alguma malícia, tem estado a dizer que ele (Armando Guebuza) é réu, mas não é o que está ali.

















