Jamal Omar manifestou o seu ceticismo, reagindo às projecções da economia moçambicana divulgadas pelo FMI em Junho e reafirmadas esta quarta-feira pelo representante em Maputo, Ari Aisen, durante um “webinar” sobre “Perspectivas Económicas Regionais para África Subsaariana – Moçambique: Uma ameaça sem precedentes para o Desenvolvimento”.

Moçambique tinha de ser um caso muito especial, algo de muito extraordinário tinha que acontecer para o país atingir essa cifra”, sustentou Jamal Omar.

Para Omar, é duvidoso que o país alcance uma taxa do Produto Interno Bruto (PIB) positiva num contexto em que todos os países que mais importam de Moçambique vão registar quedas nas suas economias, devido à pandemia de Covid-19.

A União Europeia (UE), China, Índia e África do Sul, os maiores parceiros comerciais de Moçambique, vão todos fechar 2020 com um desempenho negativo ou com um PIB abaixo do ano passado, frisou.

Por outro lado, continuou, a queda de preços de matérias-primas no mercado internacional também terá um impacto negativo no desempenho da economia moçambicana.