O Governo vai passar à gestão privada a doca seca e o Porto de Pesca de Quelimane, na província da Zambézia, centro do país, anunciou a ministra do Mar, Águas Interiores e Pesca, Augusta Maita.
“Os concursos públicos para o efeito já foram lançados e, neste momento, aguarda-se pela seleção da melhor proposta técnica e financeira”, disse Augusta Maita, citado pelo Jornal Notícias.
O projeto visa garantir a rentabilização das infraestruturas, construídas durante a década de 1990, com o apoio do Governo japonês.
A doca seca de Quelimane está encerrada há anos, enquanto que o porto esteve sob gestão privada, mas em 2017 o Governo decidiu rescindir o contrato de concessão da infraestrutura, alegando estar a “defender interesses nacionais”.
O porto estava sob gestão da companhia Cornelder, concessionária também do Porto da Beira, um dos mais importantes do país, por permitir o acesso ao mar a alguns países vizinhos.
Em 2016, o Porto de Quelimane anunciou ter registado prejuízos de cerca de 60 milhões de meticais na sequência da apreensão de 97 contentores de madeira ilegal que seguia para a China.
Na altura, as autoridades moçambicanas alegaram que a madeira que estava a ser transportada não fora processada, quando a lei de florestas e fauna bravia só permite a exportação de madeira das espécies de primeira classe após o seu processamento.
O Porto de Quelimane tinha na madeira 90% da sua fonte de rendimento.















