O chefe do Exército da Argélia, Saïd Chengriha, prometeu responder de forma brutal aos grupos ‘jihadistas’ que ocupam a zona da fronteira com o Mali e o Níger, uma semana após um ataque suicida contra uma base militar.

“A nossa resposta será mais brutal, pois somos os donos desta terra valiosa, e saberemos aproveitar o tempo e encontrar o local para os fazer pagar pelos crimes abomináveis”, afirmou o general argelino, citado pela agência espanhola Efe.

As declarações de Chengriha acontecem uma semana depois de um ataque com um automóvel armadilhado que foi estacionado junto à base militar de Bordj Badji Mokhtar – um dos pontos fronteiriços com o Mali – que matou um militar e feriu outros dois.

O ataque foi, entretanto, reivindicado pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico do Iraque a da Província de Levante — Argélia (ISIL, na sigla inglesa).

Saïd Chengriha prometeu derrubar os “terroristas e seus acólitos, assim como todos aqueles que os apoiam”, acrescentando que os “intentos covardes e desesperados” foram “abortados graças à coragem, à valentia e à vigilância” das Forças Armadas.

O líder do Exército argelino acrescentou que a resposta dos militares “será poderosa e intransigente, tanto na força das armas, como com o poder da lei”, até que seja conseguida a “total e definitiva erradicação” dos grupos ‘jihadistas’.

A actividade dos movimentos radicais islâmicos cresceu nos últimos anos nos países do Sahel, incluindo no sul da Argélia, estimulados pela instabilidade política e conflitos internos na Líbia, Nigéria e Mali.

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