Pelo menos quatro pessoas, incluindo um jornalista e uma criança, morreram numa explosão de uma bomba à entrada de um escritório de campanha do presidente afegão, Ashraf Ghani, em Kandahar, sul do Afeganistão, anunciou uma fonte oficial.
Abdul Hamid Hotaki, que apresentava as notícias na rádio local Hewad, regressava a casa na noite de terça-feira quando foi atingido pela explosão, que o feriu gravemente e a outros sete civis, explicou o porta-voz do governador da cidade, Baheer Ahmadi, à agência noticiosa France-Presse.
“Hotaki e outros civis feridos foram levados imediatamente para o hospital, mas infelizmente ele [Hotaki] morreu algumas horas depois”, indicou Ahmadi.
Uma criança está entre as outras três vítimas mortais, segundo o Ministério do Interior que acusa os talibãs de serem os responsáveis do ataque.
Os talibãs advertiram que fariam de tudo para impedir a realização de eleições presidenciais agendadas para 28 de Setembro e que consideram ilegítimas.
Na semana passada, um atentado suicida contra uma acção eleitoral no norte de Cabul, reivindicado pelos talibãs, provocou 26 mortos.
O Afeganistão é considerado o país mais perigoso para os jornalistas, que correm um grande risco ao cobrir o conflito e que às vezes são alvo directo de ataques.
Pelo menos 15 jornalistas e trabalhadores da comunicação social morreram em 2018, o pior ano para esta profissão no país, segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras.
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