O plano de introdução do metro de superfície para solucionar os problemas de mobilidade na área metropolitana de Maputo, poderá ganhar forma a partir de 2023, com a introdução de linhas exclusivas para o transporte de passageiros.

De acordo com projecções de António Matos, presidente da Agência Metropolitana de Transportes de Maputo (AMT), que falava ontem na capital por ocasião do lançamento da II Semana da Mobilidade Sustentável no Grande Maputo, o aumento de autocarros pode, a longo prazo, não suprir a crescente demanda por transporte.

“A ideia do metro de superfície não é nova. Ela nasce em 2010 e é pertinente tendo em conta que a população na região metropolitana de Maputo está a crescer. Mesmo aumentando a oferta de autocarros, estes não vão transportar mais de 12 mil passageiros por hora”, disse.

Sem mencionar custos, o representante da AMT referiu que a concretização do projecto vai contar com o suporte de parceiros privados, entre os quais a empresa Metrobus.

A criação de linhas dedicadas visa não interferir no transporte de carga, actividade exclusiva dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM). Segundo António Matos, as linhas exclusivas de metro de superfície vão ajudar a aliviar a pressão sobre corredores rodoviários.

Em complemento destas iniciativas, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneias Comiche, indicou que o Plano Director de Mobilidade e Transporte (2019 – 2030) prevê a criação de terminais intermodais, áreas pedonais, entre outras medidas.

A região metropolitana de Maputo integra, para além da capital, a cidade de Matola e as vilas de Marracneue e Boane. A realização de workshops, exibição de filmes e exposições fotográficas são algumas das actividades que vão marcar a Semana da Mobilidade, que terá o seu ponto mais alto a 22 de Setembro, data em que se assinala o Dia Mundial sem Carro.

Folha de Maputo