O Governo anunciou que necessita de 1.7 mil milhões de meticais para fazer face a época chuvosa 2019-2020. Entretanto, o Executivo dispõe apenas de 900 milhões de meticais, sendo que o restante será mobilizado.

De acordo com as indicações meteorológicas, na época chuvosa a iniciar em Outubro próximo, haverá ocorrência de chuvas normais e, abaixo do normal, para a zona norte do país, bem como para a zona norte da província da Zambézia.

Igualmente, poderão ser registadas, chuvas normais para as províncias de Tete e Zambézia, chuvas normais com tendência para acima do normal, na zona sul do país e, nas províncias de Manica e Sofala.

O Governo já tem em mão a previsão, tanto é que já avança com medidas para manter um bom nível de prontidão nas diversas acções de resposta, desde a prevenção e remediação dos impactos das chuvas.

“Assim, o Conselho de Ministros aprovou, entre outras acções de prontidão, o levantamento dos diques de defesa contra cheias, o reforço do sistema de controlo de cheias e secas; o sistema de vigilância epidemiológica, o reforço das acções de treinamento das equipas de salvamento e assistência, assim como a mobilização de meios e recursos, entre bens alimentares e de abrigo”, informou hoje, à margem de mais uma sessão do Conselho de Ministros, a porta-voz, Ana Comoana.

No total, para cobrir todas as necessidades, o Executivo estima um “plano indicativo de contingência orçado em 1.7 mil milhões de meticais, dos quais, 900 milhões de meticais, garantidos do Orçamento do Estado”, acrescentou Comoana, sublinhando que já decorrem acções com vista a mobilizar o dinheiro restante.

Além da informação sobre o nível de prontidão para a próxima época chuvosa, reunido hoje, em mais uma sessão do Conselho de Ministros, o Governo apreciou e aprovou a resolução que determina a incorporação de 1000 prestadores no Serviço Cívico de Moçambique, em 2020.

Outro aspecto que também mereceu abordagem do Executivo foi a situação dos moçambicanos vítimas de xenofobia na República da África do Sul, e as medidas de apoio adoptadas aos que decidiram regressar. De acordo com o Executivo, 420 moçambicanos foram afectados pelo “ódio aos estrangeiros”, sendo que 397 manifestaram vontade em regressar, dos quais, mais que a metade já está no país.

Folha de Maputo