Um tribunal de Oslo determinou, a prisão preventiva por quatro semanas do suspeito acusado da tentativa de ataque terrorista a uma mesquita nos arredores da capital norueguesa e do homicídio de uma meia-irmã.

A prisão preventiva do suspeito, que inclui duas semanas em isolamento, tinha sido pedida pelo Ministério Público numa audiência na qual o homem, identificado como Philip Manshaus, de 21 anos, optou por não prestar declarações.

Manshaus foi detido no sábado depois de ter entrado no centro islâmico Al-Noor, em Baerum, nos subúrbios de Oslo, e ter disparado, antes de ser controlado por uma das três pessoas presentes no local e entregue à polícia.

Um homem, de 65 anos, que procurou imobilizar o suspeito ficou ferido ligeiramente na luta.

Poucas horas depois, os investigadores encontraram na casa do suspeito o cadáver de uma jovem de 17 anos, mais tarde identificada como sua meia-irmã.

Um responsável da polícia de Oslo Rune Skjold declarou no domingo numa conferência de imprensa que o suspeito tinha “posições xenófobas, queria espalhar o terror”.

A advogada do suspeito, Unni Fries, recusou-se a comentar à imprensa norueguesa a possibilidade de o seu cliente se ter inspirado no ataque contra duas mesquitas na Nova Zelândia, em Março, que causou 51 mortos, ou no de El Paso, nos Estados Unidos, a 03 de Agosto, no qual foram mortas pelo menos 22 pessoas.

JN