O presidente Filipe Nyusi anunciou ontem que vai assinar um acordo para a cessação definitiva das hostilidades militares com o líder da Renamo, Ossufo Momade, na serra da Gorongosa.

Nyusi discursa esta quarta-feira no Parlamento sobre a situação geral da nação, a última vez que o fará no actual mandato, que termina em Janeiro de 2020.

O chefe de Estado dirige-se ao país, a partir da sede do Parlamento em Maputo, três dias após o início voluntário do Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) dos guerrilheiros da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição.

O DDR resulta dos entendimentos entre o Governo e a liderança da Renamo, no âmbito das negociações de paz, a principal causa que Filipe Nyusi assumiu no seu discurso de tomada de posse em Janeiro de 2015.

Na altura, Filipe Nyusi prometeu “tudo fazer” para que “nenhum irmão moçambicano volte a pegar em arma para matar outro irmão moçambicano”.

No plano económico, os investimentos anunciados este ano para o arranque dos projectos de gás natural liquefeito na Bacia do Rovuma, norte do país, era também apontado como tema central da intervenção de hoje.

A informação sobre a situação geral da nação não é sujeita a perguntas dos deputados, desde que a interpelação ao chefe de Estado pelos parlamentares foi abolida no país por razões que nunca foram explicadas.

Filipe Nyusi é candidato às eleições presidenciais de 15 de Outubro pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, que vão decorrer em simultâneo com as legislativas e assembleias provinciais, que pela primeira vez vão eleger governadores das 10 províncias do país.

A Assembleia da República é dominada pela Frelimo, com uma maioria de 144 deputados, seguida pela Renamo, principal partido da oposição, com 89 deputados, e depois pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), com 17 deputados.

Notícias ao Minuto