A Administração Nacional de Estradas admite a possibilidade de rever as taxas de portagens cobradas no uso da Ponte Maputo-Ka Tembe.

Numa primeira fase a medida poderá beneficiar os utilizadores frequentes, os mesmos que neste momento beneficiam-se de descontos quando fazem a travessia da portagem. Um desconto que na óptica dos residentes da Ka Tembe não é sustentável. Um entendimento que também é partilhado pela ANE.

Recentemente o “O País” exibiu uma reportagem onde moradores da Ka Tembe manifestavam preocupação face à taxa de 160 meticais cobrada a uma viatura ligeira incluindo motorizada, por cada viagem ao usar a ponte. O sistema de desconto em aplicação para usuários frequentes não está a dar resultados.

Sem dinheiro para garantir a travessia durante o mês os moradores deixam seus veículos num ponto e entregues à sua sorte. A administração Nacional de Estradas, que herdou estas infra-estruturas da extinta Maputo Sul, diz ter o dossier em cima da mesa para se encontrar melhor solução.

O Director Geral da ANE, Cesar Macuácua, refere que é irreversível a concessão da estrada circular de Maputo bem como, da ponte Maputo-Ka Tembe.

Assim que as portagens estiverem a funcionar ao longo da estrada circular, parte dos recursos arrecadados servirá para colocação de iluminação pública nos pontos que actualmente não estão iluminados.

O País