Cerca de dois mil alunos viram-se forçadas a não terem aulas na segunda-feira (08), na Escola Secundária de Mazicuera, em Gondola, província de Manica devido a alegados maus espíritos.

A equipa do “O País” que deslocou-se ao local trinta minutos após o sucedido, constatou que duas alunas em delírios, além de provocar a paralisação de aulas, incendiaram a viatura do director da escola, destruíram computadores afectos ao pessoal administrativo e provocaram vários danos nas infra-estruturas da escola. O guarda da escola identificado pelo nome de Maringuè descreveu como triste e dramático o fenómeno raro que se manifesta em alunos.

“Isso é triste. Elas apareceram com catanas que levaram do centro (da Escola) e começaram a partir vidros do carro do director para depois incendiar”, contou o guarda da escola, acrescentando que depois disso “entraram nos gabinetes e começaram a partir computadores e vidros”.

O edil de Gondola que ano passado, quando assumia funções de director distrital de Educação orientou uma cerimónia visando parar com delírios em alunos, fala de maus espíritos que estão a ameaçar o processo de ensino e aprendizagem naquela escola.

“Os pais e encarregados de educação farão alguma contribuição monetária para podermos evocar os maus espíritos nesta escola e devolver sossego aos alunos”, disse Arlindo Ngozo quando questionado se o município tem algum fundo para cobrir despesas para afastar maus espíritos.

Quando a nossa reportagem saiu da escola, o director que havia fugido para local seguro reapareceu na companhia da Presidente da Assembleia Provincial de Manica, Rosita Lubrino e outros quadros dos governos provincial e distrital, os quais foram render-se aos supostos espíritos, um ritual que não fomos permitidos a colher imagens.

O País