Quatro jovens estão detidos na 14ª esquadra da Polícia da República de Moçambique (PRM), no bairro de Laulane, indiciados de assaltos e roubos a residências, com recurso a chaves falsas e instrumentos contundentes.

Trata-se de quatro menores com idades compreendidas entre os 19 e 20 anos, que de acordo com a polícia, com recurso a chaves falsas e instrumentos contundentes conseguiam introduzir-se nas residências e “esvaziarem” as mesmas. Nas suas operações consta que usavam cassetetes para torturarem as suas vítimas.

Plasmas, botijas de gás, carrinha de mão, louças e entre outros bens domésticos são parte dos bens recuperados na posse da quadrilha e dos seus compradores. Nas suas incursões usavam carro de tracção manual, vulgo “txova-chitaduma”, para conseguirem escoar os bens roubados.

Sob custódia policial, uns confessam ter cometido o crime, mas outros afirmam-se inocentes.

“Quando estávamos a levar as cadeiras, eu estava fora da casa para vigiar o movimento das pessoas”, confessou um indiciado, que logo foi interrompido pelo seu comparsa: “Eu não fiz nada, todos da minha zona sabem que eu faço meus trabalhos honestos, até fui a casa da dona do plasma para lhe questionar sobre o meu envolvimento no caso”.

Aliás, as queixas no bairro de Laulane, eram constantes devido aos frequentes roubos e assaltos na via pública e nas residências a calada da noite.

“Já vínhamos recebendo queixas de assaltos e roubos neste bairro de forma recorrente, num trabalho de investigação foi possível a neutralização desta quadrilha”, explicou Leonel Muchina, porta-voz do Comando da PRM, na cidade de Maputo. Contudo, deste conjunto há dois elementos que se encontram em parte incerta.

Também em conflito com a Lei, um menor foi detido na 10ª esquadra da PRM suspeito de ter desferido golpes a um indivíduo com recurso a uma garrafa, tendo a vítima contraído ferimentos graves e parado numa das instâncias hospitalares a procura de cuidados médicos.

Ainda na cidade de Maputo, um jovem escapou a um linchamento no bairro da Maxaquene “A”, por ter usado a farda das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), com intuito de assaltar na via pública e em residências. Graças a intervenção da polícia o linchamento não aconteceu.

O País