Algumas províncias de Moçambique poderão sofrer ataques armados protagonizados pelos insurgentes instalados em Cabo Delgado, caso não sejam tomadas medidas urgentes para desmantelar o grupo de desconhecidos que assassinou mais de 200 pessoas em menos de dois anos.

O alerta sobre risco de alastramento dos insurgentes para outros cantos do país, foi lançado pela Procuradora Geral Adjunta, Amabélia Chuquela, que apela a mudança de atitudes antes de a situação ficar descontrolada.

“Os ataques armados em Cabo Delgado parece não ser um problema, mas se não for controlado agora,  e não apostar-se na prevenção e repressão, este fenómeno pode alastrar-se para outras províncias”, confirmou Amabélia Chuquela.

A falta de meios materiais e financeiros, são tidas como principais causas que estão atrasar o combate aos crimes violentos que ocorrem no norte de Cabo Delgado.
“Não pode se resolver o problema dos ataques armados sem meios, tanto na investigação,  prossecução e nos julgamentos, incluindo nas Forças de Defesa e Segurança, que são os primeiros a ter contactos com os insurgentes  nos campos de batalha”, esclareceu Amabélia Chuquela, que propõe um investimento reforçado na segurança do pais e nos nos órgãos de justiça.

Para o verdadeiro combate aos insurgentes de Cabo Delgado, a procuradora apela alocação urgente de fundos na área de investigação, considerada indispensável para a prevenção de crimes violentos.

“E um fenómeno novo que exige fundos, meios sofisticados e uma acção coordenada dos agentes de investigação, procuradores, juízes e as Forcas de Defesa de Defesa, para a recolha de informações e provas, que ajudem a prevenir mas também reprimir os ataques armados”, acrescentou Chuquela.

O País