“Hoje damos um passo real para o progresso de todos os moçambicanos e das gerações vindouras” afirmou o Presidente Filipe Nyusi, após testemunhar a assinatura da Decisão Final de Investimento (DFI) entre o ministro dos Recursos Minerais e Energia e o CEO da Anadarko, que lidera o Consórcio que vai investir 25 biliões de Dólares em Moçambique.

O deputado do MDM Lutero Simango foi o único representante dos partidos de oposição num evento onde também faltou a música moçambicana.

Num evento em tons de verde, quiçá tentando dar a impressão que o gás natural, que os cientistas hoje sabem ser mais poluente que o carvão mineral, é uma energia limpa, a música moçambicana também esteve ausente. Salvo algumas batucadas a música sul-africana dominou o evento que abriu ao som do “The Lion Sleeps Tonight” e “Pata Pata”.

Ernesto Max Tonela, em representação do Governo de Moçambique, e Al Walker, CEO da Anadarko e representante do consórcio formado pela japonesa Mitsui, a tailandesa PTT Exploration & Production, as indianas ONGC, Barhat Petro Resources e Oil India e pela ENH, rubricaram o maior investimento privado de sempre em África e em Moçambique que irá tornar o nosso país no maior produtor e exportador de Gás Natural Liquefeito (GNL) do continente.

“Hoje damos um passo real para o progresso de todos os moçambicanos e das gerações vindouras (…) com este acto testemunhamos a garantia de cumprimento pelas partes da exploração de um recurso fundamental para a prossecução de um Moçambique melhor e próspero”, declarou o Presidente Nyusi que teve como convidados de honra o Rei de Eswatini, o Presidente do Zimbabwe e o primeiro-ministro do Lesotho.5,5

Ignorando que a oposição esteva apenas representada pelo deputado do Movimento Democrático de Moçambique, Lutero Simango, o Chefe de Estado prometeu que este investimento “é o caminho que nos permitirá para o desenvolvimento sustentável, integrado e inclusivo e será o veículo firme para uma justiça social efectiva no nosso país”, só faltou Nyusi declarar que o futuro melhor começava em 2024.

A verdade é que os milhares de empregos que hoje já estão criados, muitos deles para naturais de Palma, vão perder-se quando a produção do gás natural iniciar-se tal como perderam-se na Matola, após a Mozal iniciar a produção de alumínio, em Inhambane após a Sasol começar a extrair o gás natural e desapareceram em Tete depois da terra começar a ser escavada.

Pelo meio Moçambique terá de encontrar uma solução das as dívidas ilegais da Proindicus, EMATUM e MAM mas também pagar as dívidas legais da Empresas Públicas, só a ENH deve mais de 5 biliões de Dólares, e ainda pagar os Títulos do Tesouro que continuam a ser vendidos.

@Verdade