INGC diz ser urgente a retirada de cerca de 800 famílias que estão em uma zona propensa a inundações no bairro Agostinho Neto, província de Maputo, antes da próxima época chuvosa.

Uma viagem ao ritmo da terra batida leva-nos a uma povoação recém-construído. As casas são recentes, algumas de construção precária e outras de material convencional. O solo é fértil, sempre húmido, o que faz com que a agricultura seja a actividade predominante.

O bairro Agostinho Neto, foi construído depois das cheias de 2000 em uma zona altamente vulnerável a inundações. E porque quem não arrisca não petisca, dona Helena arriscou e comprou o terreno, onde vive com seu marido e seus dois filhos, a 25 mil meticais e vive nesta zona há seis meses.

”É zona de risco, mas há um pouco de tudo, hospital, escolas, água e até energia, apesar de em algumas casas ser clandestina”. Afirmou Helena que não pensa em sair do local.

Mas mesmo contra sua vontade, através de uma placa o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades já havia identificado o local como zona de risco, até porque a placa não é recente.

O País