A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, há dias, um grupo de 25 cidadãos de nacionalidade etíope que entraram ilegalmente no território nacional, através da província de Tete.
O grupo foi surpreendido no distrito de Vanduzi, província de Manica. Para além dos imigrantes ilegais, estão sob custódia policial três cidadãos moçambicanos, indiciados de facilitar a entrada e transporte dos ilegais, que tinham como destino a vizinha África da Sul.
A detenção ocorreu quando os ilegais se preparavam para seguir viagem em viaturas alugadas que os levariam ao posto fronteiriço de Machipanda, em Manica, para depois entrarem no Zimbabwe.
O porta-voz da PRM, Mateus Mindú, explicou que os etíopes chegaram ao país através da fronteira de Tete e percorreram mais de 300 quilómetros até ao distrito de Vanduzi, local onde se esconderam numa mata à espera de transporte, enquanto decorriam contactos no sentido de encontrar viaturas que os levariam até Machipanda.
“Passaram pela fronteira de forma fraudulenta e foram se esconder numa mata à espera de transporte. Algumas pessoas procuravam transporte para levá-los à fronteira. Foi nessa altura que a Polícia foi comunicada e começou um trabalho que culminou com a sua neutralização, quando se preparavam para entrar nos carros”, explicou Mindú em conferência de imprensa na cidade de Chimoio.
Referiu que a neutralização dos ilegais foi graças à denúncia popular, principalmente residentes da zona de Macadeira que, tendo se apercebido de movimentos estranhos numa mata próxima e a presença de um grupo de pessoas, informaram o facto à Polícia, que iniciou de imediato um trabalho de inteligência.
“Quando fomos informados tomámos todas as medidas de segurança e acompanhámos o movimento naquela zona até altura em que chegaram as viaturas. Neutralizámos os etíopes e também conseguimos capturar os motoristas das viaturas. Os transportadores estão com a Polícia para efeitos de investigação”, disse, citado pela AIM.
A fonte referiu que dos etíopes detidos, apenas 15 são portadores de passaportes, mas sem visto de entrada para Moçambique e os restantes não possuem qualquer tipo de documentação.
“Estamos a fazer um trabalho para sabermos se para além destes motoristas existem outras pessoas que fazem parte da rede de facilitadores de entrada de estrangeiros ilegais em território nacional. Os motoristas serão responsabilizados, numa altura em que está a decorrer um processo que poderá culminar com o repatriamento dos estrangeiros ilegais à proveniência, conforme manda a lei”, disse.
Entretanto, a Polícia apela à população a continuar atenta e a denunciar qualquer situação que possa concorrer para a perturbação da ordem e tranquilidade pública, como forma de participar no combate ao crime.
Jornal Notícias















